democraciaAbierta

Os dias de privacidade acabaram?

As mensagens instantâneas tornaram-se o principal instrumento digital para o activismo social e político. Ao mesmo tempo que a sua implementação aumenta, também o fazem as dúvidas sobre a sua confidencialidade. English, Español

Eduard Martín-Borregón
20 April 2018
1200px-Berlin_2013_PRISM_Demo_2.jpg

Manifestação contra o PRISM em Berlim, organizada pelo Partido Pirata, durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Mike Herbst / Wikimedia Commons. Alguns direitos reservados.

El ecosistema de_27.jpg

Este artigo é um extrato de um artigo original publicado no eBook El ecosistema de la Democracia Abierta e pode ser encontrado aquí.

Estamos num momento de transformação, uma transformação que merece ser analisada, tanto do lado positivo, que traz consigo um poder relacional emergente (mais interativo, direto e aberto), bem como do seu lado menos evidente e mais escondido. O lado que questiona a privacidade.

O problema reside em um aspecto básico: a Internet é uma rede que foi projetada para compartilhar informações sem pensar em como ela cresceria ou qual seria o seu uso atual.

Por esse motivo, encontramos um grande problema em relação ao gerenciamento da privacidade de seus usuários, uma vez que, atualmente, é muito fácil para uma pessoa ver tudo o que escrevemos ou fazemos à partir dos nossos dispositivos, seja o celular, o computador ou tablet, desde que se tenha uma conexão com a Internet.

Nesse sentido, falar sobre comunicação num nível virtual torna-se um problema complexo uma vez que, embora desde alguns anos atrás a maioria das aplicações de mensagens estão sendo criptografadas, ainda é muito fácil nos espionarem.

Após a Segunda Guerra Mundial, foi criada a aliança dos ‘Cinco Olhos’, composta pelos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá e Reino Unido (UKUSA). Este acordo estipula um pacto de inteligência que espia todos os internautas de maneira constante, sistemática e cumulativa.

No texto, encontraremos vários casos de empresas, indústrias tecnológicas e eletrodomésticos onde diferentes maneiras de espionar internautas são explicadas, mesmo que seus dispositivos estejam desligados.

Além disso, é elucidado como os meta-dados são usados ​​para obter informações que ajudam a determinar o grau de vigilância que deve ser aplicado de acordo com nossos comportamentos.

Finalmente, é descartada a importância de entender a criptografia como sendo a única maneira de proteger nossas comunicações e nossos arquivos, razão pela qual alguns de nossos próprios servidores e serviços não intrusivos são recomendados, o que nos permitirá proteger nossa esfera privada.

Unete a nuestro boletín ¿Qué pasa con la democracia, la participación y derechos humanos en Latinoamérica? Entérate a través de nuestro boletín semanal. Suscríbeme al boletín.

Comentários

Aceitamos comentários, por favor consulte ás orientações para comentários de openDemocracy
Audio available Bookmark Check Language Close Comments Download Facebook Link Email Newsletter Newsletter Play Print Share Twitter Youtube Search Instagram