Mensagens recém-publicadas mostram novos vínculos sobre o plano para assassinar a reconhecida ativista Berta Cáceres, em Honduras, e revelam como as autoridades falharam em levar os supostos autores intelectuais do crime à justiça.
Registros de conversas pessoais, bem como mensagens de texto e de WhatsApp descobertas pelo Ministério Público de Honduras revelaram que o esquadrão dos assassinos “se comunicava através de uma cadeia compartimentalizada que atingia os mais altos níveis de gestão” da Desarrollos Energéticos SA (DESA) , a empresa que construiu a hidrelétrica de Agua Zarca, como revelou The Intercept em 21 de dezembro.
Cáceres, que ganhou o prestigioso prêmio ambiental Goldman em 2015, há muito protestava contra a construção da barragem, que ameaçava a sobrevivência da comunidade indígena Lenca ao longo do rio Gualcarque. A ativista foi morta a tiros em março de 2016 em sua casa em La Esperanza, no sudoeste de Honduras.