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Assassinato de Berta Cáceres vinculado às elites hondurenhas

As autoridades hondurenhas não demonstram interesse em processar os supostos autores intelectuais do assassinato da ativista ambiental em 2016, deixando a rede criminosa que ordenou o homicídio praticamente intacta. Español English

Assassinato de Berta Cáceres vinculado às elites hondurenhas
Berta Cáceres era reconhecida internacional por seu ativismo ambiental em Honduras.
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Mensagens recém-publicadas mostram novos vínculos sobre o plano para assassinar a reconhecida ativista Berta Cáceres, em Honduras, e revelam como as autoridades falharam em levar os supostos autores intelectuais do crime à justiça.

Registros de conversas pessoais, bem como mensagens de texto e de WhatsApp descobertas pelo Ministério Público de Honduras revelaram que o esquadrão dos assassinos “se comunicava através de uma cadeia compartimentalizada que atingia os mais altos níveis de gestão” da Desarrollos Energéticos SA (DESA) , a empresa que construiu a hidrelétrica de Agua Zarca, como revelou The Intercept em 21 de dezembro.

Cáceres, que ganhou o prestigioso prêmio ambiental Goldman em 2015, há muito protestava contra a construção da barragem, que ameaçava a sobrevivência da comunidade indígena Lenca ao longo do rio Gualcarque. A ativista foi morta a tiros em março de 2016 em sua casa em La Esperanza, no sudoeste de Honduras.