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Baterias de lítio argentinas podem competir no mercado global?

Primeira fábrica, que deve ser inaugurada em breve, gera debate sobre como o país pode ir além da extração e agregar valor ao setor

Baterias de lítio argentinas podem competir no mercado global?
Imagem de satélite da extração de lítio na usina de Cauchari-Olaroz, província de Jujuy. Conforme o Ministério de Economia da Argentina, 42% da produção de lítio do país em 2022 foi exportada para a China, líder mundial na fabricação de veículos elétricos | Airbus/Maxar Technologies via Google Earth
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Aprimeira fábrica de células para baterias de lítio da América Latina deve entrar em operação nas próximas semanas, na Argentina. Com isso, o país busca melhorar sua posição nos mercados regionais de transporte elétrico e armazenamento de energia, dando um passo além da extração do mineral.

A industrialização da produção de lítio na Argentina faz parte de uma estratégia para gerar valor agregado a partir do mineral, plano defendido pelo governo de Alberto Fernández, que termina sua gestão no dia 10 de dezembro para dar lugar ao presidente eleito Javier Milei. Mas o otimismo em relação a esses projetos não é compartilhado por todos os atores do setor. Alguns veem o movimento mais como um desejo do que uma realidade concreta, ainda mais considerando que se trata de uma dura corrida para tentar competir com os líderes globais na produção de baterias elétricas, como a China, os Estados Unidos e a Europa.

A empresa Y-TEC, de economia mista, abrirá sua primeira fábrica de baterias de lítio na cidade de La Plata, na província de Buenos Aires. A instalação chega após vários anos de pesquisa em laboratório e US$ 10 milhões de investimentos que permitiram à empresa testar a viabilidade do projeto em uma unidade-piloto.