O presidente Jair Bolsonaro demitiu o chefe do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em uma decisão que críticos atribuem à pressão do setor ruralista para impulsionar a legalização de terras desmatadas na Amazônia, o que pode aumentar o desmatamento na região por criar incentivos para grilagem de áreas florestais.
No dia 1ode outubro, o general João Carlos de Jesus Corrêa foi demitido da presidência do INCRA, órgão que comandava desde fevereiro deste ano. Embora o governo não tenha confirmado imediatamente a decisão, Corrêa disse à revista Veja: “Saio com a consciência tranquila de ter feito um trabalho excelente com a minha equipe”.

O economista José Líbio de Moraes Matos — que de acordo com reportagemteve envolvimento com o massacre de Eldorado dos Carajás, no qual 19 trabalhadores sem-terra foram mortos em 1996 — foi nomeado chefe interinodo INCRA no dia 2 de outubro.