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O Brasil que arde em chamas e nossa luta pela vida

A comunidade internacional pode ajudar o povo brasileiro, monitorando o desenvolvimento da crise ambiental e alertando sobre a iminente destruição das florestas promovida pelo governo Bolsonaro.

Morador do bairro de Capao em meio aos incêndios florestais na cidade de Barao de Melgaco, Mato Grosso, Brasil, em 24 de sete
Morador do bairro de Capao em meio aos incêndios florestais na cidade de Barao de Melgaco, Mato Grosso, Brasil, em 24 de setembro de 2020
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A imprensa repercutiu com preocupação a carta enviada por oito países europeus ao vice-presidente brasileiro Hamilton Mourão alertando sobre a dificuldade cada vez maior de comprar produtos do nosso país em função do desmatamento crescente no Brasil. Recentemente, deputados do parlamento europeu também enviaram uma carta ao Presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A preocupação não é despropositada. Venho denunciando nas tribunas que tenho espaço o projeto de destruição ambiental empreendido pelo presidente Jair Bolsonaro e seu ministro Ricardo Salles. 

Não se trata aqui de reafirmar a imagem negativa de meu país: é exatamente o contrário. Somos uma nação pacífica, com um histórico de quatro décadas de construção de políticas ambientais, com iniciativas internacionalmente premiadas (inclusive pela ONU) e que liderou momentos históricos em governos democráticos como a Eco-92, logo após a redemocratizacão, e da Rio+20, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e a agenda 2030 foram construídos graças a uma articulação internacional grandiosa, cujo papel do Brasil foi de reconhecido protagonismo. É com a consciência não só de parlamentar, mas, de cidadão global, em nome da preservação da vida humana da Terra que aqui venho dizer que a comunidade internacional deve continuar respeitando nossa soberania, mas, que é necessário unirmos mentes e corações em defesa dos biomas brasileiros.

A quem interessa a destruição da Amazônia, do Pantanal e do Cerrado

Não é fácil derrubar áreas em uma floresta tão grande e com mata fechada e úmida como é a Amazônica, por isso, explicarei focando nela, o maior dos três biomas. Uma das mais conhecidas formas de desflorestar, acontece durante as estações mais chuvosas, quando tratores que poderiam protagonizar filmes com Transformers, emparelhados por correntes que pesam toneladas, vão derrubando as centenárias árvores, que ficam no chão por algum tempo, até a chegada da estiagem. No período menos chuvoso, com a vegetação já seca e morta, é que chegam os incêndios provocados, pois não existe combustão espontânea na Amazônia.