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Queda de braço entre Luis Arce e Evo Morales ameaça futuro da esquerda na Bolívia

Ao anunciar que pretende se candidatar em 2025, Evo Morales oficializa crise do movimento que transformou o país

Luis Arce e Evo Morales participam de ritual lado a lado em 2022
Presidente da Bolívia, Luis Arce, e o ex-presidente, Evo Morales, levantam as mãos como parte de um ritual para celebrar o Solstício de Inverno em 21 de junho de 2022 em Tiwanaku, Bolívia - Gaston Brito Miserocchi/Getty Images
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O partido de Evo Morales controla hoje o Executivo e o Congresso da Bolívia. Em abril, o atual presidente, Luis Arce, liderava a lista dos presidentes mais populares da América do Sul. O cenário era perfeito para a reeleição do Movimento ao Socialismo (MAS), que domina a política boliviana desde o início do século. No entanto, os conflitos dentro do partido ameaçam não só a sua hegemonia, mas também o seu legado, ao fortalecer a oposição conservadora.

Ao anunciar na semana passada que pretende concorrer nas próximas eleições presidenciais de 2025, Evo Morales decretou a fratura do masismo. Embora o MAS não irá oficializar seu candidato pelo menos até o final deste ano, a tensão interna marca a fratura do movimento que elevou a qualidade de vida dos bolivianos em todo o país.

Independentemente do resultado das primárias, a esquerda mais estável da América do Sul está ameaçada. Mas apesar de serem evitáveis, o desenrolar não é inesperado. A fragmentação do MAS é o exemplo mais recente da incapacidade dos movimentos da Onda Rosa de construir estruturas que permitam seu sustento na ausência de seus líderes.