Com delegados reunidos no Egito para a conferência sobre o clima COP27, um tópico estará em muitas mentes, mas não na agenda formal – a crescente crise da dívida enfrentada pelos países de baixa renda.
Os países industrializados ricos chegaram a Sharm El-Sheikh com novas táticas para atrasar e evitar assumir a responsabilidade pelos enormes custos da crise climática que causaram. À medida que bloqueiam e procrastinam, dívidas cada vez mais maciças sobrecarregam países do Sul Global, que sofrem os piores efeitos da emergência climática, como enchentes, tempestades e secas devastadoras.
Os governos do Sul Global exigirão avanço das medidas de perdas e danos, ou seja, medidas que exigem que os países mais prejudicados sejam compensados pelos danos inevitáveis causados pela crise climática.