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A Covid-19 ameaça a saúde e os direitos de mulheres e meninas migrantes na América Latina

Há uma necessidade urgente de políticas de saúde para proteger a saúde e o bem-estar desse grupo extremamente vulnerável. English Español

A Covid-19 ameaça a saúde e os direitos de mulheres e meninas migrantes na América Latina
Abrigo de migrantes e refugiados em Boa Vista, Roraima, Brasil.
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As emergências sanitárias exacerbam quase todas as formas de injustiça social no Sul Global. Preconceitos estatais, falhas de governança e respostas políticas inadequadas e inapropriadas deixam legados que podem ser tão graves quanto a própria doença.

Em situações de crise, o fornecimento de serviços públicos e o acesso a serviços de saúde e de bem-estar podem se deteriorar rapidamente. Os impactos são ainda maiores para grupos e populações em situação de vulnerabilidade, tais como mulheres em situação de pobreza, minorias étnicas e raciais, pessoas migrantes, entre outros.

Comunidades e pessoas forçadamente deslocadas pela guerra, conflito e/ou violência são excepcionalmente vulneráveis à Covid-19, como a Comissão Lancet recentemente demonstrou. Sendo o distanciamento físico praticamente impossível, e considerando a realidade de moradias superlotadas e com acesso compartilhado à água, políticas públicas baseadas em quarentena e ‘isolar-se em casa’ têm valor limitado para esses grupos.