O Brasil não tem infraestrutura para fazer frente à emergência climática. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva vem sendo duramente pressionado devido aos catastróficos incêndios que assolam a região amazônica há dois meses. No entanto, a solução vai muito além do governo atual – e das fronteiras do país.
A pior estiagem que o Amazonas vive em 121 anos secou o Rio Negro, interrompendo o transporte não apenas de pessoas, mas também de recursos básicos como medicamentos, comida e água. A crise colocou os holofotes no governo do Partidos dos Trabalhadores (PT), que se elegeu em outubro do ano passado com promessas de priorizar a defesa do meio ambiente.
Em outubro, o governo liberou cerca de R$ 650 milhões para o combate à seca na região Norte, valor que já foi ampliado para quase $700 milhões. Na última sexta-feira, 10 de novembro, o governo também aumentou de R$ 35 milhões a R$ 45 milhões o valor que cada um dos nove estados da Amazônia Legal pode acessar do Fundo Amazônia. O Ibama também anunciou um aumento de 18% no número de brigadistas para fazer frente às queimadas.