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Escazú pode ajudar a América Latina no combate à violência desenfreada contra ativistas

Carlos de Miguel, do Secretariado do acordo, fala do progresso e dos desafios para a implementação do tratado socioambiental

Manifestante segura cartaz escrito: Ratificação de Escazú já!
O Acordo de Escazú busca proteger ativistas ambientais, garantindo direitos de acesso à informação, participação pública e justiça
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Faz um bom tempo que a América Latina é a região mais perigosa para ativistas do meio ambiente, com vários registros de violência, ameaças e assassinatos.

O Acordo Escazú foi lançado em 2018 diante da lentidão dos países da região em avançar com a proteção de ambientalistas e o acesso à informação ambiental e à participação pública. Aberto a todas as 33 nações da América Latina e do Caribe, o tratado entrou em vigor em 2021 e até agora foi ratificado por 15 países. O Brasil está entre os que ainda não ratificou o acordo.

Com a proximidade da COP do Acordo de Escazú em Buenos Aires, na Argentina, entre 19 e 21 de abril, o Diálogo Chino conversou com Carlos de Miguel, diretor de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável do Secretariado de Escazú. Economista de formação, Miguel lidera pesquisas sobre mudanças climáticas, políticas públicas e gestão ambiental. Também integra o órgão que coordena o acordo no âmbito da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), da ONU.