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Massacre de Ayotzinapa, 1.826 dias sem respostas

"Sabemos que tudo foi orquestrado, mas eles nunca falaram conosco com honestidade. É por isso que continuamos e continuaremos a exigir do governo a verdade sobre onde estão nossos filhos", diz Hilda, mãe do normalista desaparecido César Manuel. Español

Massacre de Ayotzinapa, 1.826 dias sem respostas
Marcha para exigir justiça para as vítimas de Ayotzinapa, Cidade do México, 26 de setembro de 2019.
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26 de setembro, estado de Guerrero, México, 2014. Um grupo de 80 alunos da Escola Normal de Ayotzinapa, entre 15 e 25 anos de idade, embarcam em uma jornada sem volta à Cidade do México.

Eles iam de bolsos vazios, mas estavam cheios de esperança. Queriam chegar à marcha em 2 de outubro, que todos os anos comemora os mais de 300 estudantes mortos pelo exército em Tlatelolco em 1968. Esse foi um massacre que, como muitos dizem, mudou o México para sempre. Ou pelo menos até que o de Ayotzinapa ocorreu.

Os estudantes tomaram à força vários ônibus em Iguala e seguiram para a Plaza de Tres Culturas de Tlatelolco, onde nunca chegaram. Seus ônibus foram interceptados por uma confusa combinação de agentes federais, estaduais e locais, membros do exército e traficantes de drogas. Resultado: 3 mortos e 43 desaparecidos. Aqui acaba o consenso sobre o que aconteceu.