Macia* tinha 13 anos quando chegou, já grávida, a um acampamento para pessoas deslocadas internamente na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, em maio de 2020.
Como milhares de outras pessoas, ela fugiu do conflito que assola a província desde 2018, travado principalmente entre militantes islâmicos (conhecidos localmente como Al-Shabaab) e as forças de segurança moçambicanas. Os islamistas queimaram sua casa, decapitaram seu pai e irmãos e a estupraram.
Hoje, Macia alega que, enquanto esteve no acampamento, foi forçada a trocar sexo por ajuda alimentar de trabalhadores humanitários locais. "Dormi com vários homens desde 2020 para poder alimentar a mim e ao meu bebê", disse ao openDemocracy.