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As mulheres lideram as lutas sociais no Brasil

A presença feminina domina os movimentos que não estão diretamente ligados à pauta feminista.

As mulheres lideram as lutas sociais no Brasil
Passeata pelo Dia Internacional da Mulher em 2019, na Candelária, Rio de Janeiro. | Claudia Ferreira/Brasil de Fato
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“Tudo que peço a nossos irmãos é que tirem os pés do nosso pescoço e nos deixem andar". A frase da ativista pelos direitos das mulheres, Sarah Moore Grimké, que viveu no século XIX não perde a atualidade. Mais de 200 anos depois, a sentença descreve com precisão quase cirúrgica qual é o maior empecilho enfrentado na busca pela igualdade.

Ainda hoje, de acordo com dados levantados pela OXFAM, as mulheres estão à frente de mais de 75% do trabalho não remunerado do mundo. Antes de alcançarem a maioridade, elas dedicam horas consideráveis de suas vidas a um mercado que garante a sustentação do capitalismo: são responsáveis pela formação das crianças e jovens, pela atenção aos idosos, pela manutenção do ambiente doméstico e até mesmo pelos cuidados básicos de maridos e companheiros.

Hoje, 42% das mulheres em idade ativa estão fora do mercado formal. Entres os homens, este índice é de 6%. Ao mesmo tempo em que esse cenário se perpetua, cresce a presença das mulheres que protagonizam lutas sociais.