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Mulheres negras brasileiras agem com coragem contra a violência de gênero

Governo de extrema direita do presidente Bolsonaro reduz o apoio estatal; ativistas estão intervindo para combater a violência de gênero durante a crise do coronavírus Español

Mulheres negras brasileiras agem com coragem contra a violência de gênero
Dia Internacional da Mulher em São Paulo, Brasil, em março de 2020 - Cris Faga/SIPA USA/PA Imagens. Todos os direitos reservados
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Nos primeiros dias do surto de coronavírus, mensagens anônimas foram deixadas em elevadores de edifícios residenciais no Brasil, oferecendo ajuda e abrigo para mulheres confinadas com seus agressores. Alguns bilhetes incluíram ainda avisos para os agressores. "Você não pode se esconder atrás da COVID-19! Estamos de olho e chamaremos a polícia”, dizia uma das mensagens.

Nos bairros mais pobres do Rio de Janeiro, ativistas estão usando o WhatsApp para divulgar informações básicas sobre a evolução da pandemia e sobre medidas de higiene para evitar a infecção. Por meio de mensagens de texto e de voz, memes chamativos e infográficos, elas compartilham dicas sobre o acesso ao auxílio financeiro emergencial e orientam sobre como obter ajuda em caso de violência doméstica.

“Desde criança, aprendemos a ajudar umas às outras, a ter em mente a prática comunitária, entendendo que a sobrevivência de outra mulher é a nossa própria sobrevivência”, diz Aline Maia Nascimento, do Observatório de Favelas, organização que coordena essa ação por mensagens de WhatsApp e que, graças a seus muitos anos de ativismo, pode atuar com rapidez na resposta a uma pandemia para a qual não estavam preparadas.