Eu moro em Soacha, um município próximo à capital da Colômbia, que abriga a maioria das pessoas deslocadas pela violência no resto do país. Desde que meu filho Fair Leonardo Porras Bernal desapareceu em 2008, eu venho lutando por justiça.
Com a pandemia, meu trabalho continua por meios eletrônicos, pois não nos é permitido sair mais de uma vez por semana. O confinamento tem sido muito difícil porque meu trabalho acontece no território.
Eu tinha um marido e quatro filhos, mas depois da morte de Leonardo fiquei com apenas três, e por causa das ameaças que recebemos, tive tirar os três de casa por segurança. Meu marido não aguentou a situação, e pediu para se separar há seis anos. Tive que sair de casa e por isso vivo sozinha.