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Como feministas peruanas se arriscam para facilitar o acesso ao aborto

Proibição quase total no país força mulheres e meninas a recorrerem ao mercado negro para interromper gravidez

Mulheres marcham em Lima
Ativistas do Movimento Manuela Ramos marcham em Lima em 25 de novembro de 2023, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres - Magda Gibelli/openDemocracy
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A proibição do aborto no Peru não está freando a busca por abortos, ativistas feministas disseram ao openDemocracy. Mas está colocando suas vidas em risco.

Esse foi o caso de Valeria*, uma jovem de 23 anos da cidade de Ayacucho, no sul do Peru, que ficou doente depois de comprar pílulas abortivas falsas no mercado negro em 2019.

"Há uma rua em Ayacucho conhecida por realizar abortos. Lá eu encontrei um número para ligar para comprar pílulas e comprei nove", disse ao openDemocracy. "Cada uma custou 37 soles (US$ 10). Meu namorado não se responsabilizou e eu economizei o dinheiro por conta própria."