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República Dominicana impulsiona energia limpa, mas ignora impactos

Com falhas em estudos ambientais e lei que carece de regulamentação, parques solares e eólicos trazem prejuízos

República Dominicana impulsiona energia limpa, mas ignora impactos
Motociclista passa ao lado do Parque Solar Girasol, em Yaguate. Moradores dizem que a construção impediu o acesso a uma área agrícola | Erika Santelices/Diálogo Chino
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Sentado a poucos metros do Parque Solar Girasol, maior usina de energia solar da República Dominicana e do Caribe, Carlos Suazo reclama do aumento do calor em Yaguate, cidade na província de San Cristóbal, sul do país. Segundo Suazo e moradores do entorno, a sensação vem desde que os mais de 268 mil painéis solares foram instalados nas proximidades em 2021.

A usina de 120 megawatts (MW) é uma das nove da República Dominicana — país que, nos últimos anos, viveu um boom de projetos de energia solar e eólica. Essa expansão faz parte de uma corrida para atingir até 2025 a meta nacional de produzir 25% da eletricidade do país por meio de fontes renováveis. Em 2021, essa proporção era de 17%

A República Dominicana opera também dez parques eólicos e uma usina de biomassa. Este mês, as fontes de energia geraram 1.109 MW de potência, que representam 19% da capacidade instalada e colocam o país na liderança em energia renovável no Caribe.