O Equador vive outro grande terremoto. Mas desta vez não estamos falando de um fenômeno sísmico violento, mas um surto social violentamente reprimido.
O país está vivendo sua onda mais intensa de protestos em 12 anos, assim como uma das suas piores crises nos últimos tempos. A situação nas ruas chegou ao nível de tensão que o presidente Lenín Moreno transferiu a sede do governo da capital Quito para a cidade de Guayaquil, protegida do outro lado de uma única ponte que é fácil de controlar.
Frente à onda de mobilização social, Moreno também adotou o estado de exceção por 60 dias. Além de várias detenções ilegais, principalmente em delegacias policiais e militares, centenas de feridos, alguns deles graves, e até sete mortos, segundo algumas fontes, a situação saiu do controle das forças de segurança.