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Um ano depois do assassinato de Berta Cáceres, proteger o planeta continua a ser uma actividade mortal

Apenas duas semanas antes do aniversário do assassinato de Berta Cáceres, o líder comunitário José Santos Sevilla morria nas Honduras no meio duma sucessão de assassinatos e intimidações. English Español

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Fotografia: Daniel Cima/ CIDH. Todos os direitos reservados.

Ao contrário de Berta Cáceres, assassinada há um ano na pacata cidade hondurenha de Esperanza, o professor do ensino básico e líder da comunidade indígena Tolupan, José Santos Sevilla, não era conhecido. Entretanto, seu assassinato no dia 17 de Fevereiro teve semelhanças assustadoras com a da vencedora do Prémio Goldman de Meio Ambiente em 2015.

Assim como aconteceu com Cáceres, Santos estava dormindo quando pistoleiros armados invadiram sua residência no município de Orica, a cerca de 120 quilómetros da capital Tegucigalpa, e dispararam tiros fatais. Alexander Rodriguez, prefeito de Orica e amigo de Santos, disse que o motivo da morte é desconhecido. No entanto, outros indígenas da comunidade Tolupa também foram assassinados durante protestos pacíficos contra as operações de mineração e de exploração madeireira em seu território, conforme foi divulgado pelas agências de notícias.