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Venezuela, imperialismo e militarização

A resposta à Covid-19 ratifica a profundidade da ideologia militarista no país, enquanto as organizações sociais apostam em uma solução pacífica, soberana e democrática.

Venezuela, imperialismo e militarização
A Força de Ações Especiais (FAES) fecham lojas durante a quarentena
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A relação dos Estados Unidos com a Venezuela bolivariana tem sido, como descreve o cientista político Carlos Romero, "esquizofrênica": "Um governo que demoniza os Estados Unidos, mas que ao mesmo tempo obtém grandes benefícios comerciais através dele: a Venezuela envia diariamente 1,3 milhões de barris de petróleo e derivados – 41% do total de vendas – para o mercado dos Estados Unidos, de onde importa bens e serviços".

Embora o confronto entre os dois países, que se intensificou desde o início da presidência de Donald Trump, seja verdadeiro, a realidade refuta o mito de que "os Estados Unidos atacam a revolução bolivariana por causa de seu interesse em se apropriar do petróleo venezuelano". De fato, a Chevron participa de quatro projetos de extração de petróleo no país sob a modalidade de "empresas mistas", criadas por Hugo Chávez, em 2007, para atrair investimentos privados internacionais para o setor de energia, cuja atividade gera US$ 9 de cada US$ 10 que entram no orçamento do Estado.

A relação está mudando agora, já que a administração Trump assumiu a política de pressão máxima sobre Nicolás Maduro, aumentando as sanções financeiras que obrigarão a Chevron a encerrar suas operações na Venezuela em 1º de dezembro. A decisão pretende influenciar o voto latino nas próximas eleições nos EUA, em que Trump busca se reeleger.