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Mulheres presas pela criminalização do aborto em El Salvador contra-atacam

Salvadorenhas que passaram anos na prisão após a proibição draconiana do aborto de 1998 partem para a ofensiva

Mulher abraça mulher mais velha
Teodora Vasquez se reúne com seus pais após ser solta em 15 de fevereiro de 2018
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Mulheres em El Salvador que passaram anos presas por sofrerem abortos espontâneos, darem à luz a natimortos e outras complicações obstétricas agora lutam pela liberdade de outras mulheres perseguidas como elas – e estão usando todas as ferramentas à sua disposição.

Teodora Vásquez passou dez anos e sete meses atrás das grades depois de sofrer uma emergência obstétrica em 2007. Ela tinha 22 anos e estava grávida de nove meses quando sentiu dores de parto enquanto trabalhava como faxineira em uma escola. Ela só teve tempo de chamar uma ambulância antes de desmaiar. Quando acordou, seu bebê havia morrido e ela sido denunciada pelos médicas. Ela foi condenada a 30 anos por homicídio.

El Salvador tem algumas das leis antiaborto mais severas do mundo. O aborto não só é proibido em todas as circunstâncias, inclusive em casos de estupro, incesto ou quando a vida da gestante está em risco, como também é punido severamente – com até oito anos de prisão.