Skip to content

El Salvador ilustra os perigos da proibição total do aborto

Meu novo filme documenta como mais de 50 mulheres cumprindo longas penas de prisão foram soltas pelo ativismo feminista

Cartaz de 'Corpos em julgamento' ('Cuerpos juzgados')
Cartaz de 'Corpos em julgamento' ('Cuerpos juzgados') - Mariana Carbajal
Published:

“Eu estava inconsciente. Quando acordei e vi que a polícia estava lá, eles já estavam me algemando […] eu nem entendi […] só sei que eles só me espancaram, me trataram muito mal. Quando eu finalmente consegui perguntar o que estava acontecendo, me disseram que eu tinha matado minha filha. Que pegaria 50, 60 anos de prisão pelo crime que cometi.”

É assim que Teodora Vázquez explica as circunstâncias de sua detenção, após dar à luz um bebê natimorto em 2007. Ela foi condenada por homicídio qualificado, condenada a 30 anos e solta apenas em 2018, após uma longa batalha judicial.

El Salvador proíbe o aborto em todas as circunstâncias e sem exceção, mas também frequentemente processa mulheres que sofrem abortos espontâneos ou dão à luz natimortos por “homicídio qualificado”. Algumas mulheres foram processadas após procurarem atendimento médico devido à complicações durante a gravidez que levaram ao aborto, sob suspeita de terem tentado abortar.