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Quem frequenta surveys e surfa pelas estatísticas, sabe da faca de dois gumes que é elaborar questionários cujas perguntas podem induzir respostas que acabam descambando para um lado ou seu extremo oposto. Exemplo disso o que se passou em 2005 quando foi lançado o referendo sobre a proibição do comércio de armas.
As inúmeras sondagens de opinião que precederam a consulta popular indicavam que a sociedade defendia majoritariamente a proibição, no intento de reduzir as elevadíssimas taxas de homicídio que situam o Brasil entre as nações líderes na barbárie (em 2016 foram contabilizados 61 mil assassinatos).