Imagine ser capaz de fornecer alimentos, abrigo, medicamentos e água potável para as 230 milhões de pessoas mais vulneráveis da Terra — e ainda ter US$ 2 bilhões de sobra. Você teria o equivalente a toda a produção econômica da Gâmbia no bolso.
Este cenário improvável ilustra um novo estudo que mostra como 20 das maiores corporações de alimentos do mundo — as maiores nos setores de grãos, fertilizantes, carne e laticínios — devolveram um total de US$ 53,5 bilhões a seus acionistas nos últimos dois anos financeiros.
Para colocar a situação em perspectiva, a ONU estima que precisa de US$ 51,5 bilhões para fornecer suporte para as 230 milhões de pessoas consideradas de maior risco em todo o mundo.