Duas notícias pequenas, mas extremamente importantes, nas últimas semanas são os primeiros indicadores de que a ordem econômica global, centrada na primazia do dólar, está se desintegrando lentamente – trazendo a ameaça de uma instabilidade radicalmente agravada.
Primeiro, o ministro das finanças da Arábia Saudita disse que o reino do Golfo “não tinha objeções” a vender seu petróleo em uma moeda diferente do dólar. A Arábia Saudita já havia feito comentários semelhantes antes, mas esta última sugestão vem depois que o presidente chinês, Xi Jinping, exortou os países do Golfo a aceitar o yuan para o acordo de comércio de petróleo e gás com a China na primeira Cúpula China-Estados Árabes, realizada com grande pompa e cerimônia pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed Bin Salman, em Riad, no fim do ano passado.
Como o maior exportador de petróleo bruto do mundo e (até recentemente) um eixo central da estratégia dos EUA no Oriente Médio, qualquer movimento da Arábia Saudita seria uma grande notícia. Isso significaria que o primeiro e o segundo maiores exportadores de petróleo do mundo – Arábia Saudita e Rússia – não estariam mais procurando negociar esse petróleo apenas em dólar.