
Luaty Beirão, também conhecido como Ikonoklasta. Crédito: Facebook / Luaty Beirão
Na segunda-feira, 17 ativistas angolanos foram condenados a sentenças de prisão efetiva que variam desde os dois aos oito anos e meio por terem participado na discussão do livro de Gene Sharp, “From Dictatorship to Democracy”. Longe de ser um acto de dissensão isolado, esta discussão supõe uma escalada num longo conflito entre o segundo presidente mais longevo em África e os jovens angolanos, que perseguem um futuro mais esperançoso e democrático.
O conflito começou no dia 26 de novembro de 2003, quando um lavador de carros na capital de Angola, Luanda, foi apanhado a cantar uma canção reivindicativa, cujo autor é o rapper MCK. A Guarda Presidencial deteve o jovem, Arsénio Sebastião. Amarraram-no e arrastaram-no para a água, no embarcadouro do Mussulo, em Luanda. Afogaram-no, ignorando os pedidos de clemência da multidão que passava pela zona.