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Como morrem os policiais na Venezuela? Pelas mãos de seus próprios colegas

Desde 2013, uniformizados das forças venezuelanas parecem estar matando uns aos outros. Español

Como morrem os policiais na Venezuela? Pelas mãos de seus próprios colegas
Guarda Nacional da Venezuela. - Wilfredorrh/CC BY-NC-ND 2.0
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Dada a visibilidade que os casos recentes e cada vez mais diários de confrontos entre as forças de segurança do estado tiveram, consideramos apropriado apresentar nosso trabalho: “Como morre a polícia na Venezuela?”, pertencente a uma linha de pesquisa que tem como pano de fundo a análise desses casos na Região Metropolitana de Caracas, em 2016. Esses eventos recentes podem ser considerados indicadores de fragmentação entre as diferentes forças armadas do país e a existência de disputas específicas.

Consistências foram encontradas na análise dos casos em que os policiais foram vítimas de homicídio, tanto na investigação realizada na região de Caracas com casos de 2013, quanto na que foi feita em nível nacional com os casos de 2016. Uma delas é o número de autores que são oficiais das forças de segurança; isto é, oficiais que matam seus próprios colegas. No caso da região de Caracas em 2016, eles representaram 27% dos autores identificados, o que não parece ser apenas uma super-representação devido a atenção midiática que esses eventos geram, uma vez que nos arquivos policiais dos casos de 2013 esse percentual foi ainda maior: 31%. Isso confirma as conclusões de Del Olmo (1990) que, em meados da década de 1980, descreveu como pelo menos 20% dos oficiais de segurança mortos em Caracas foram vítimas de outros oficiais.

A última investigação reportou 11 oficiais: sete (67%) do Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas que mataram outro oficial do mesmo CICPC; um (9%) da Polícia Nacional Bolivariana que também matou outro colega do mesmo órgão, a quem mais tarde tentou incriminar simulando haver tido um confronto; e três (27%) policiais municipais (Polichacao) que atacaram dois membros da Força Armada Nacional Bolivariana e um escolta de um órgão público.