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Ednei: Bolsonaro considera os índios um obstáculo para o progresso

O representante de 45 aldeias de 13 povos indígenas detalha como ele e seu grupo patrulham o perímetro da TI Maró em busca de caçadores e madeireiros ilegais.

Ednei: Bolsonaro considera os índios um obstáculo para o progresso
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Um velho motor de barco (um Yanmar diesel de dois cilindros feito no Brasil) instalado em um chassi de caminhão, algumas chapas de aço, colocadas como uma cabine e uma caixa traseira sólida de madeira boa, compõem um veículo de aparência precária, mas poderoso em toda a sua simplicidade.

Utilizando-a há pouco mais de um ano, os habitantes das três aldeias indígenas Borari e Arapiun da Terra Indígena (TI) Maró podem cobrir todo o perímetro de seu território em poucos dias. Isso é algo que a pé, como foi feito desde o início, leva muito mais tempo, cerca de duas longas semanas.

O grupo indígena Borari chegou a esse território remoto, povoado há séculos pelos Arapiun, há relativamente pouco tempo. Eles fugiram da pobreza de Alter do Chão, terra predominantemente Borari, a cerca de 30 km a oeste de Santarém, hoje a capital do Baixo Tapajós, no Pará. Eles subiram todo o rio Arapiuns até a sua nascente, e de lá eles entraram no pequeno rio Maró, que é o que dá nome ao território.