Nos anos 70, a Argentina tinha uma das taxas de pobreza mais baixas da América Latina. No entanto, o cenário hoje é bem diferente. Um país de promessas sofre uma crise socioeconômica interminável causada por uma década de regime militar ditatorial e anos de má administração da economia e da imensa riqueza de suas terras e povos.
Hoje, 34% dos argentinos vivem abaixo da linha da pobreza, e estima-se que a inflação anual seja de 57%, segundo um relatório do Instituto Nacional de Estatística e Censo, que sob o governo Macri tenta recuperar sua credibilidade depois anos de manipulação e silêncio.
Depois de 12 anos de governos kirchneristas e 4 de Macri, parece que os argentinos querem uma mudança. Os anos de protecionismo econômico sob os Kirchner fecharam a economia argentina para o mundo com uma tentativa de aumentar a produção doméstica que não teve o efeito esperado. Para tentar corrigi-lo, Macri entrou na presidência em 2015 com a ideia de reabertura, o que, no entanto, não pôs fim à crise econômica e social do país.