
O presidente da Bolívia, Evo Morales, fez vários acordos com a China durante os seus mandatos (imagem: Sebastien Baryli)
Enquanto os bolivianos se preparavam para ir às urnas no dia 21 de Fevereiro e votar num referendo constitucional que permitiria ao seu presidente, Evo Morales, concorrer a um quarto mandato, um escândalo abalou o país. O seu envolvimento com Gabriela Zapata não só gera dúvidas sobre o caráter do presidente, como também demonstra até que ponto as empresas chinesas têm vindo a aumentar sua presença na Bolívia – muitas vezes através de processos pouco transparentes.
Os detalhes básicos por trás do escândalo foram confirmados pelo próprio presidente. Em 2007 ou pouco antes, o presidente teve um relacionamento com Zapata, gerando uma criança que morreu logo após o nascimento. Zapata então obteve um diploma de Direito, e em 2013 foi contratada pela companhia chinesa CAMC Engineering. A empresa já venceu licitações do governo boliviano no total de uns US$ 580 milhões, dos quais US$ 366 milhões depois que a advogada entrou na empresa.