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A "Visão de Estado Verde": um apelo a Lula

Líderes da pequena região propuseram o ambicioso projeto na COP26. Lula pode ser o único líder com poder de apoiá-los

Ilhas e penínsulas em Gam Bay, Ilhas Raja Ampat, Papua Ocidental, na Indonésia
Ilhas e penínsulas em Gam Bay, Ilhas Raja Ampat, Papua Ocidental, na Indonésia, em outubro de 2010
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O que o Brasil tem a ver com Papua Ocidental? Para começar, a Papua Ocidental é o lar da terceira maior floresta tropical do mundo, depois da Amazônia e da localizada na República Democrática do Congo. Não tão conhecido é o fato de que a Visão de Estado Verde (GSV) lançada pelos líderes pró-independência da Papua Ocidental na COP26 tem muito em comum com as ideias atualmente sendo discutidas como promessas eleitorais para 2022 pelo ex-presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT).

A grande questão é se o Brasil apoiará a Papua Ocidental em seu enorme projeto de floresta tropical. Se o fizesse, não só estaria protegendo dois dos biomas mais importantes do mundo, mas também significaria inevitavelmente tomar uma posição para proteger o povo de Papua Ocidental e, assim, condenar oficialmente o projeto genocida da Indonésia nos últimos 60 anos. Também poderia ser o começo de uma visão global de um estado verde.

Esta é uma questão importante e bastante ousada porque desafiaria o sistema eurocêntrico e imperialista de Westfalia e abraçaria a ideia mais ampla dos sistemas indígenas que reconhecem "interdependências entre os atores políticos e as relações com a terra".