A estrela do atual ciclo eleitoral da Argentina é um economista libertário que propôs a dolarização completa do país e defende que o colapso climático é apenas mais uma “mentira socialista”. Todos os canais de TV falam dele. Seu nome é mencionado em táxis e salões de beleza, tanto por aqueles que o consideram a última esperança para a conturbada economia do país quanto por aqueles que estão em pânico com suas propostas.
Além da dolarização, Javier Milei propõe o fim da educação gratuita e obrigatória, que substituiria por um sistema de vouchers; uma gradual privatização do sistema de saúde; desregulamentação do mercado de armas; e o fim da educação sexual obrigatória, que ele vê como uma tentativa de destruição da família. Milei não tem medo de defender propostas polêmicas, como a do livre comércio de órgãos humanos, regulado apenas pelo mercado.
Há cinco anos, Milei, de 52 anos, nem era político. Agora, o candidato consistentemente aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos para presidente no 1º turno da eleição presidencial, previsto para 22 de outubro. A chave para entender sua ascensão são os jovens do país – e sua revolta.