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Jogos vorazes do coronavírus no Brasil: comunidades indígenas e sua luta pela sobrevivência

A ameaça do coronavírus aos povos indígenas não pode ser analisada em contexto aparte do histórico de desprezo do governo Bolsonaro.

Jogos vorazes do coronavírus no Brasil: comunidades indígenas e sua luta pela sobrevivência
Mulheres indígenas no Amazonas com máscaras com a inscrição "Vidas indígenas importam" mostram as máscaras que costuraram em meio à pandemia
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Com as infecções por coronavírus no Brasil aumentando de forma alarmante, o país é hoje o segundo com o maior número de casos no mundo, ficando apenas atrás dos EUA. Hoje, o Brasil é o epicentro de vírus da América Latina, com casos superiores a 1 milhão e com um número de mortos superior a 50.000 – de longe o mais alto de toda a América Latina, e o segundo mais alto do mundo. A pandemia fora de controle no Brasil – e o pico ainda a ser alcançado nas próximas semanas – levanta preocupações com a segurança dos brasileiros; e a futura segurança regional e internacional.

Desde o início da pandemia global, o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro subestimou a ameaça representada pelo vírus, declarando que a Covid-19 era uma "gripezinha" e afirmando que não estava preocupado em contrair o vírus, por causa de seu "histórico de atleta". Ele também acusou seus inimigos políticos e a imprensa de "enganar o povo" sobre as ameaças colocadas pelo coronavírus.

Em meio a uma pandemia descontrolada, e em um único mês, Bolsonaro presidiu um caos administrativo, demitindo dois ministros da saúde por opiniões divergentes com relação a medidas de distanciamento social, e com relação ao uso do medicamento contra a malária hidroxicloroquina para pacientes com coronavírus. Hoje, o ministro interino da Saúde é Eduardo Pazuello, um ex-general sem qualquer formação médica.