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A pandemia expôs a urgência de controlar a uberização na América Latina

Os entregadores no Brasil organizaram uma greve nacional para exigir segurança e outros direitos trabalhistas

A pandemia expôs a urgência de controlar a uberização na América Latina
Um homem que trabalha para um aplicativo de entrega passa de bicicleta em frente à polícia de choque durante um protesto em São Paulo em meio à crise dos coronavírus
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A precarização do trabalho é um fenômeno global, característico da realidade pós-crise financeira de 2008-09, que minou os direitos trabalhistas e cimentou a hegemonia do neoliberalismo agressivo e o fundamentalismo do benefício máximo a um custo mínimo.

Mas o fenômeno teve efeitos desproporcionais no Sul Global, onde a precariedade histórica dos direitos trabalhistas e a desigualdade extrema e sistêmica encontraram na uberização (neologismo que define a insegurança no trabalho que a empresa americana Uber simboliza) a maneira de aprofundar ainda mais as brechas entre quem tem muito e quem tem muito pouco.

A precarização do trabalho na América Latina reflete uma série de deficiências do Estado, que vieram à tona com a emergência sanitária de Covid-19. Nesse cenário, os entregadores emergiram como um dos principais 'serviços essenciais' da sociedade em tempos de crise. No entanto, a importância central dessa atividade não trouxe maior valorização de seus trabalhadores, mas sim sua exploração.