Nos últimos anos, tem ganhado força no Brasil um discurso de negação em relação à temática dos direitos humanos.
Ao longo de 2016, durante o controverso processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, ex-presa política torturada pela ditadura (1964-1985) e primeira mulher eleita presidente no Brasil, o discurso anti-direitos humanos ganhou uma visibilidade crescente.
O ponto alto desse processo foi o voto pró-impeachment do então Deputado Federal Jair Bolsonaro que o dedicou à memória de Carlos Alberto Brilhante Ustra, responsável direto pela tortura de Rousseff e o primeiro oficial do exército brasileiro oficialmente condenado por esta prática.