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Processo eleitoral no Equador desperta preocupação internacional

A comunidade internacional não pode falhar com o povo do Equador como fez com o povo da Bolívia em 2019.

Candidatos ao Congresso pelo movimento do ex-presidente Rafael Correa fazem campanha nas ruas de Quito, Equador.
Candidatos ao Congresso pelo movimento do ex-presidente Rafael Correa fazem campanha nas ruas de Quito, Equador.
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No próximo domingo (7), os cidadãos do Equador exercerão seu direito constitucional à soberania popular, elegendo um novo presidente e uma nova Assembleia Nacional para tirar o país da sua crise mais grave em uma geração. Entre a repressão violenta dos protestos anti-IMF, em 2019, e as persistentes ameaças de cancelamento das eleições do próximo mês, a democracia no Equador está à beira do abismo. A vigilância da comunidade internacional será fundamental para preservar e ajudar a restaurar a democracia em uma região que vem passando por um retrocesso autoritário.

O Equador foi mais afetado pela pandemia de Covid-19 do que quase qualquer outro país do mundo, com um recorde per capita quase duas vezes superior ao dos Estados Unidos.

As trágicas consequências da Covid-19 já afetaram as instituições democráticas do Equador: o acordo do governo com o FMI levou à demissão de 3.680 trabalhadores da saúde pública, erodindo o direito constitucional dos cidadãos à saúde.