Skip to content

Que estamos a fazer para desenvolver uma cidadania ativa?

Jovens ativistas de toda a América Latina, fartos da política institucional e ideológica, tentam organizar-se fora das estruturas do partido. English Español

Published:
CIVICUS_SG_Danny_Sriskandarajah_at_ICSW_2016_PhotoCredit_Juan_Santacruz_LOWRES_0.jpg
CIVICUS_SG_Danny_Sriskandarajah_at_ICSW_2016_PhotoCredit_Juan_Santacruz_LOWRES_0.jpg

Danny Sriskandarajah, Secretário Geral da CIVICUS.

Francesc Badia: A minha primeira pregunta é se estás de acordo comigo em que estamos perante o que se tem vindo a classificar como uma “recessão democrática” no mundo. Na tua opinião que forças há por detrás desta recessão?

Danny Sriskandarajah: Em termos de desenho, parece-me que as instituições democráticas que construímos não são válidas para o século XXI. Não são capazes de dar resposta a uma população cada vez mais sedenta de participação – especialmente uma geração jovem que quer uma ação imediata e comunicação direta. Construímos a nossas instituições democráticas como se celebrar eleições cada poucos anos – e uma ligação remota com a liderança – fosse suficiente para ser “democráticos”. Parece-me que questão consiste, em parte, em que se criou uma brecha entre o que muita gente, cada vez mais, espera em termos de democracia participativa e umas instituições formais que poderiam ser relevantes nos séculos XIX e XX, mas que hoje já não o são.