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Os correios eletrónicos de Blesa: o fim de uma era

Espanha, Dezembro 2013: a filtração de 8000 correios eletrónicos enviados desde contas de correio eletrónico oficiais da “Caixa Madrid” entre 2000 e 2009, nos quais se reflete a conduta do seu antigo presidente, Miguel Blesa, foram essenciais para levar perante a Justiça a mais de 100 banqueiros e políticos. Apresentamos portanto a história por detrás dos correios de Blesa, republicados hoje. English Español

Madrid, 14 October 2014. Guillermo Martinez/Demotix. All rights reserved

Em Dezembro de 2013, os meios de comunicação e os cidadãos espanhóis ficaram a conhecer o conteúdo de aproximadamente 8000 correios eletrónicos enviados desde contas corporativas da “Caja Madrid” entre 2000 e 2009 relacionadas com o ex-presidente de dita organização, Miguel Blesa. A divulgação destes correios eletrónicos teve como principal consequência a imputação de vários políticos e líderes sindicais. Este escândalo expõe a tentativa não só de comprar lealdades individuais, mas também a lealdade de partidos políticos, sindicatos e, em ultima instância, do governo e da oposição. Mas o conteúdo dos correios eletrónicos não fica por aqui. Todos sabíamos que nunca foi uma crise, mas sim uma fraude. Xnet republica hoje estes correios eletrónicos para colocá-los a disposição de todos os cidadãos interessados, independentemente da sua nacionalidade, juntamente com a história dos correios eletrónicos de Blesa.

É desesperante ver como a história está a ser manipulada, pelo que queremos contá-la nós. Quando dizemos nós não nos referimos só aquelas pessoas que trabalhámos para que os correios de Blesa vissem a luz do dia, nem aqueles que impulsámos, dia a dia, o caso Bankia, mas também aos cidadãos que contribuem para esta causa e aqueles que sofrem as consequências de fraudes de lei /estado tal como o caso das “Preferentes” ou a entrada em Bolsa do Banco Bankia.

Devido a isto publicamos este material e a partir dele, conjuntamente com pessoas como Alberto San Juan, o “Teatro del Barrio”, “Conservas”, Eduard Fernandez e Francesc Garrido escrevemos o guião de um espetáculo que irá de cidade em cidade, de aldeia em aldeia e que será atualizado em tempo real com a contribuição da cidadania que sofreu de diferente maneira na sua própria pele as consequências das condutas e atos refletidos nos correios eletrónicos de Blesa.

Como sempre dizemos, a nossa motivação não é o linchamento político a nível pessoal. Esta ideia surge precisamente tendo em conta abandono e posterior linchamento de Rodrigo Rato por parte do seu próprio partido, que tomamos com uma tentativa de defender a teoria da “maçã podre”, quando na realidade é o “cesto” que está podre. A tragédia coletiva descrita como “crise” não é responsabilidade de um, mas sim de todos aqueles que a permitiram. A história que queremos contar não é a história de Blesa, de Rodrigo Rato ou a de uma série de nomes incluídos nos referidos correios eletrónicos, mas sim a história de uma conspiração de Estado para saquear um país.

É também a história de como a cidadania, os afetados, os ativistas, os mecenas do crowfunding, os profissionais honestos, alguns funcionários públicos, jornalistas e artistas foram capazes de expor a verdade.

O que vamos contar é uma história real:

Queremos terminar o trabalho que alguns de nós começamos em dezembro de 2013 quando, por primeira vez fizemos chegar à imprensa o que hoje se conhece como os “Correios de Blesa”, uma serie de milhares de correios eletrónicos corporativos do ex-presidente da Caja Madrid que provam, em casos como o das “Tarjetas/Cartões Black”, como se idealizou a falência do Banco Bankia e o ulterior resgate público que teve lugar em 2012. Hoje, dia 25 de junho de 2015, Xnet abre a qualquer jornalista, investigador, grupo de afetados ou simplesmente a qualquer cidadão, o acesso direto a uma seleção dos correios eletrónicos originais.

Foi o filtrador original quem se nos dirigiu uma vez mais (através da nossa caixa de correio contra a corrupção) para proporcionar-nos o domínio web http://correosdeblesa.com com o conteúdo completo dos correios eletrónicos. Esclarecemos pelo tanto que dito domínio web pertence a uma fonte anónima. Nós só investigámos a citada fonte e organizámos o material incluído na mesma.

Realizámos uma análise profundo equilibrando a responsabilidade como jornalistas de preservar o direito à privacidade, com o direito dos cidadãos a conhecer aqueles factos históricos que afetaram a nossa vida na última década. Os critérios de publicação encontram-se no seguinte hiperligação: http://correosdeblesa.com/#criterio-publicacion. O formato final tem como objetivo ser o mais acessível possível, tendo em conta os meios escassos que temos ao nosso dispor, e inclui material inédito. Para facilitar a sua consulta dito material é apresentado em ordem cronológica em quatro pastas temáticas (“Genéricos”, “Cosas del Consejo y de la Comisión”, “Vivir Bien”, “Caza”) além de uma ferramenta de procura para que qualquer pessoa possa navegar agilmente.

Cinco motivos para o acesso aberto

Este processo exigiu vários meses de trabalho que a equipa de XNET realizou de bom grado pelos seguintes motivos:

1)Estes correios eletrónicos são parte de história de Espanha, uma vez que contêm a narração de como se criou uma greta na económica espanhola -- cinicamente descrita por muitos como crise – e, como tais devem ser acessíveis num formato suscetível de ser estudado em detalhe. Obviamente faltam elementos por descobrir. Temos ante nós erros humanos e abusos, mas também formas de organização obsoletas que permitiram ditos erros e que coletivamente devemos erradicar e substituir por outras. As “Cajas de Ahorro” em Espanha eram “públicas”. Isto significa, na terminologia usada e aceitada sem discussão até aos dias de hoje, que eram dos partidos, uma visão que aos olhos do movimento do 15M parece absurda e medieval. Defendemos por tanto que “público” só pode significar “comum e sobe a vigilância cidadã”.

2)Estes correios eletrónicos, que são mensagens corporativas e não emitidas desde direções de correios eletrónicos privadas (geridas desde contas de CajaMadrid ou outras contas corporativas), pertencem à cidadania: foram compradas por nós com o nosso dinheiro através do resgate mais caro da história de Espanha, a nacionalização do banco Bankia em 2012, devendo aqueles temas que tem um interesse informativo e histórico estar disponíveis em todo o mundo.

3) Outra razão de peso para publicar “Os Correios de Blesa” consiste em que desde o 15M a cidadania está a dar uma lição ao mundo: a história não é escrita pelos Governos, mas sim pelas pessoas que se organizam e atuam. Por isso é necessário que a história se escreva assim, na primeira pessoa do plural. Se não for assim, a propaganda do Governo e dos poderes estabelecidos, ou simplesmente a desinformação e a falta de rigor continuarão a ser a norma, fazendo parecer que a corrupção está a ser desmantelada por Mariano Rajoy e os seus assessores, as cúpulas de instituições que na realidade muitas vezes as tapam (CNMV, Fisco) ou algum partido em campanha eleitoral. Temos de evitar a todo o custo que isto aconteça por dois motivos fundamentais: o primeiro consiste em que deve ficar patente que NÃO estão a fazer as coisas bem e que NÃO são ditos poderes os que salvaram, sendo os cidadãos que nos devemos salvar a nós mesmos; o segundo consiste em que o exemplo da cidadania ativa fomenta que aja mais cidadãos que atuam e que ditas praticas se repliquem paulatinamente por todo o mundo ao perceber que dão resultado. Por isso hoje também contamos desde dentro e em detalhe como saírem à luz os Correios de Blesa e as “Cartões Black”.

4)Sabendo como saíram à luz é possível entender como os media não podem atuar individualmente, uma vez que muitas vezes ditas noticias e factos são descobertos por cidadãos ou grupos organizados.

Nesta nova paisagem democrática de cidadania organizada, de jornalistas cidadãos e cidadãos jornalistas, a possibilidade de acabar com o saqueio dos governos corruptos passa inevitavelmente pelo fluxo de informação ao alcance de todos, em vez de um modo de exclusiva.

As pessoas que procuram a informação, aquelas que a investiam que a destapam os esquema de corrupção, as que ordenam dita informação, aquelas pessoas que a põem à disposição dos meios de comunicação ou da justiça, as que difundem dita informação e a cotejam, as que contribuem através de crowdfundings e os poucos juízes ou funcionário que tendem a cumprir com o seu dever apesar de pressões de diversa índole….É graças a todos eles que estamos a acabar com corrupção através de um esforço coletivo exemplar. 

Assim tem que ser uma vez que a corrupção só acabará com o controlo proactivo, continuado e definitivo dos cidadãos sobre instituições e partidos políticos. Jamais será possível cumprir tal acometido através de uma processo espontâneo desde dentro.

5) Por tudo isto, podemos melhorar a forma de usar informação sensível para acabar com a corrupção. Devemos fazê-lo urgentemente, ampliando e fortalecendo os nossos métodos, uma vez que leis mordaça de todo o tipo tentam evitá-lo. Queremos viver num mundo onde está proibido dar a conhecer uma fraude como o das “Tarjetas Black” e cumplicidade de partidos e sindicatos na mesma? Ou um mundo no qual as instituições e os partidos saqueiam os bens comuns em segredo e total impunidade? Estas leis têm como objetivo conseguir isto, entre outras coisas.

Wikimedia Commons. Some rights reserved.

Como começou tudo

Quando a fonte dos Correios de Blesa nos contactou por primeira vez, erámos parte do núcleo fundador do Partido X e do 15MpaRato. A gestão deste material, que significou a segunda filtração de corrupção bancária mais importante na história espanhola, significou para muitos de nós um salto qualitativo ao fim de anos trabalhando com informação cidadã.

Com esta experiência comprovamos que, em muitos casos, os meios de comunicação —muitas vezes por falta de recursos, outras por falta de vontade—não podem criar uma relação de colaboração real com as fontes, com “whistleblowers” como nós e com outros meios; uma relação que lhes permitiria ser realmente efetivos contra a corrupção, e não um simples mecanismo de denúncia e escândalo.

Esta frustração demonstrou-nos a necessidade de criar formas de atuação mais colaborativas e por tanto, mais eficazes, o que levou à criação da Caixa de Filtrações Cidadãs contra a corrupção, conhecido como o “Buzón de Xnet”, com o qual colaboram mais de 50 jornalistas de dezenas de meios de comunicação.

Não obstante, este método encontrou-se com outra limitação: os jornalistas não conseguem compatibilizar o seu trabalho diário com toda a informação recebida em dita caixa de correio—uns 60 correios eletrônicos por mês dos quais um 10% são de utilidade informativa e/ou jurídica para destapar casos de corrupção.

Para superar este novo obstáculo, criamos um blog de notícias em vários meios de forma simultânea (http://correosdeblesa.com), que pensamos que podem permitir dar uma saída mais rápida e cooperativa à informação.

Qualquer pessoa poder ser o motor da história, mas só cooperando com outras pessoas.

Do que falam os Correios de Blesa

A esta altura podemos ter a certeza de uma coisa: o mar de corrupção no qual estamos imersos não é tão insondável.

São sempre os suspeitos do costume, ao menos desde as últimas cinco legislaturas: uma boa parte das cúpulas dos partidos políticos, dos grandes sindicatos y da CEOE participam no mesmo esquema, de tipo mafioso, na qual os membros do governo são o braço executor do que necessita a organização e os militantes são usados como cobertura. O plano consiste em perpetuar-se no poder para poder saquear os bens públicos, comprando vontades políticas e meios de comunicação. Todos os participantes neste processo podem enriquecer-se ilicitamente se assim quiserem, sempre e quando aportem em igual medida à organização. Funciona da seguinte forma:

Os Correios de Blesa permitem-nos também entender como dentro das cúpulas do PP, PSOE, IU Madrid, CCOO e UGT se escondem organizações para delinquir no sentido estritamente jurídico do termo.

A acusação @15MpaRato permite-nos dar um canal jurídico a todo este trabalho. Não basta com destapar a corrupção; devemos levar os culpados perante a justiça e acabar com a impunidade. Com estes correios provámos a existência de esquemas de corrupção tais como as “Tarjetas Black” ou a estafas das “Preferentes”, permitindo-nos além disso determinar como e quem saqueou este país durante a última década.

Os correios eletrónicos demonstram também algo mais. Todos sabíamos que não foi uma crise mas sim uma estafa. Agora, além disso, sabemos que dita estafa foi um fiasco, simbolizando o retrato político da nossa classe governante, em muitos casos básica e tristemente incompetente.

Hoje queremos terminar o que começamos com os Correios Eletrónico de Blesa para que dito exemplo simbolize o amplio intercâmbio e cooperação entre fontes, whistleblowers, grupos civis, jornalismo de investigação em rede e instituições de facto democráticas.

Se não querem que outros se beneficiem do esforço coletivo para ocultar as suas responsabilidades é importante que os cidadãos sejam protagonistas e lembrar que #laciudadaníalohizo.

Boa leitura!

Como saíram à luz os “Correios de Blesa” e as “Tarjetas Negras”

Esta história é pouco conhecida e chegou o momento de contá-la.

Os Correios de Blesa chegaram à opinião pública por primeira vez através da Comissão Cidadã Anticorrupção do Partido X. Esta comissão recebeu um correio eletrónico de uma fonte anónima dizendo ter “" (…) una información de mucho volumen y muy importante (…) que dibuja un cuadro claro de la corrupción institucional en España (…) ”. Dita Comissão remeteu esta fonte anónima aos jornalistas do elDiario.es e, dois dias mais tarde, aos jornalistas de El Mundo.

Há mais de dois anos, membros de Xnet estiveram entre os impulsores da criação do Partido X, um projeto pioneiro para estender a pressão cidadã ao único lugar onde não tinha chegado depois de três anos de existência do 15M: aos partidos políticos e às instituições. O Xnet também faz parte do núcleo que desde o início trabalhou na acusação 15MpaRato, que abriu e impulsou o Caso Bankia, onde os Correios de Blesa foram de uma importância capital para que se conseguisee provar a estafa das “Preferentes” e se abrisse um novo incidente judicial devido ás “Tarjetas Black”. Por este motivo foi da nossa competência gerir a primeira saída a público dos Correios de Blesa.

Todos estos projetos foram no seu começo, anónimos, deixando de sê-lo há mais ou menos um ano para evitar manipulações. Todos eles são catalisadores: isto significa, um dispositivo cujos participantes trabalham para otimizar a participação da cidadania na direção de uns objetivos bem definidos. No caso dos Correios de Blesa não nos limitámos a ser o canal através do qual os correios eletrónicos chegaram aos meios de comunicação, uma vez que nem ElDiario.es ou El Mundo puderam abrir o material e pediram-nos ajuda, pelo que oferecemos a colaboração de vários jornalistas especializados que, ao fim de cinco dias sem descanso, lhes permitiram aceder ao material e identificar as primeiras histórias.

Todo este trabalho fez-se de forma voluntaria. O único que se pediu em troca foi que se incluísse uma fórmula que reconhecesse o trabalho do grupo da sociedade civil que tinha conhecido que o material visse a luz do dia sempre que se publicassem noticias relacionadas com os Correios de Blesa.

Paralelamente, InfoLibre também recebeu alguns destes correios e realizou um profundo trabalho de investigação sobre os mesmos. Foi a InfoLibre o primeiro meio que publicou a informação sobre os Correios de Blesa, permitindo que a opinião pública começasse a conhecer o conteúdo e a informação sobre a corrupção nas altas esferas do poder.

Nada sucedeu por coincidência, nem por vontade dos poderosos ou por magia, mas sim pelo trabalho conjunto das fontes, cidadãos voluntários e jornalistas profissionais, nenhum dos quais poderia tê-lo conseguido individualmente. De nada serve tentar atirar a culpa a um juiz ou a qualquer outra figura individual. No há culpas nem heróis solitários, mas uma cidadania exercendo a sua responsabilidade coletiva de descobrir o que aconteceu na nossa historia.

No dia 6 de Março de 2015 voltamos a receber uma mensagem no “Buzón de Filtraciones” de Xnet que dizia o seguinte:

“Me alegro de que uséis GlobaLeaks” [ferramenta para preservar o anonimato das fontes]. “Creo que hay más jugo que sacarle as los Correos de lesa. Os lo dejo aquí: http://correosdeblesa.com“. E outro correio com a chave de aceso para poder ordená-los.

Desde esse dia estivemos analisando e ordenando o material (Ver critério de publicação) para preparar a sua publicação da forma mais direta possível.

Se queremos evitar cometer os mesmos erros, se não queremos continuar a acreditar em promessas, tanto velhas como novas, devemos cooperar, compartilhar e assumir responsabilidades distribuindo-as. Cada vez somos mais os cidadãos que não queremos ser tratados como simples consumidores de política e de informação. Nisto consiste o legado que forjámos no 15M e, essencialmente, o nosso futuro.

Com que critérios foi decidido que correios eletrónicos seria publicados

Omitimos aqueles correios eletrónicos (ou omitido parte do texto de alguns) que não consideramos de interesse histórico, jurídicos e/ou público que são aqueles que motivam esta publicação.

Para assinalá-lo, em alguns correios eletrónicos aparecem as palavras “Omitido-Texto Omitido-Nombre/s Omitidos…”

Realizámos uma investigação tendo em conta que se pode melhorar, pelo que vos pedimos que nos indiquem qualquer aspeto a corrigir que trataremos de retificar de imediato.

As fontes originais estão à disposição dos jornalistas de investigação que as requisitem sempre e quando se comprometam a respeitar os critérios de fontes e das pessoas contingentes (aquelas que aparecem nos correios e que não estão relacionadas com responsabilidades politicas ou económicas).

O material original recebido é de 7237 correios = 6568 + 669 (Spam) com 932 adjuntos. Depois da investigação, publicamos 438 e um número reduzido de adjuntos.

Publicamo-los em quatro arquivos ordenados de forma cronológica e com uma ferramenta de busca para que qualquer pessoa interessado ou que necessite desta informação para as suas investigações as localize facilmente introduzindo palavras como “black” (Cartões Black) ou “Preferentes”.

A grande maioria dos correios que estão aqui já foram publicados, outros não. Também omitimos correios já publicados se dita publicação não se ajustava ao critério editorial que aqui explicamos.

Devido a que não temos capacidade para abranger e aprofundar todos os temas, transferimos algumas temáticas concretas a jornalistas especializado, para que sejam eles que levem a cabo dita tarefa: por isso não aparecem aqui temas como o negócio de armas ou a situação da Iberia (Companhia Aérea Espanhola).

Além do indicado encima, seguidamente explicamos em linhas gerais que tipo de correios e conteúdos decidimos não incluir desde a fonte original:

  1. Correios pessoais, familiares, de empresas, âmbito cotidiano (compras em grandes armazéns ou lojas). Mesmo assim recordamos que os correios que aqui publicamos não são correios recebidos ou enviados desde direções privada pessoas, mas sim de contas corporativas.
  2. Correios electrónicos onde se mencionam jornalistas no exercício das sus funções
  3. Correios onde se menciona trabalhadores e dependente no exercício das suas funções
  4. Correios insultantes ou pessoais que carecem de conteúdo informativo, aqueles não relevantes em termos históricos ou para reforçar factos de utilidade jurídica.
  5. Omitimos correios sobre clientes não relevantes para o contexto
  6. Omitimos alusões a pessoas cuja responsabilidade em instruções ou tramas público-privadas
  7. Omitimos aquelas alusões ao chamado “enchufismo familiar” (esposos/as, hijos/as, amigos, otros parentes) como o objetivo de respeitar o direito à privacidade, mesmo que sejam condutas eticamente questionáveis.
  8. Omitimos nomes de empresas que não sejam relevantes para entender o contexto
  9. Omitimos nomes próprios igualmente irrelevantes
  10. Omitimos dados pessoais não publicados até ao momento
  11.  Omitimos quase todos os adjuntos uma vez que não dispomos dos recursos suficientes. Recordamos que pomos o material original à disposição de jornalistas especializados e grupos de cidadãos que possam acreditar um trabalho de investigação sobre os temas que nos peçam, sempre e quando apresentem garantias de que o manejo da informação sensível será protegido e quando aja garantia de que o manejo da informação sensível se realizará protegendo as fontes e a informação de carácter privado e íntimo.
  12. Omitimos casos irrelevantes não incluídos em nenhum dos casos expostos anteriormente
  13. Omitimos boletins de fundações e revistas de imprensa de domínio público
  14. Omitimos referências a discursos corporativos por ser já públicos
  15. Omitimos numerosos avisos de radares na estrada, assim como apresentações gráficas com anedotas de escritório.
  16. Também guardamos alguns correios como mecanismo de autodefesa que não nos oferecem nada novo respectivamente ao publicado. Fazemo-lo no caso de que algum dos implicados nos casos aqui revelados tentem faze-los desparecer ou a nós mesmos.

Voltamos a repetir que o trabalho de desglose está feito em termos mínimos. Pedimos desculpas por este trabalho não poder ser tao exaustivo como desejaríamos. Assim mesmo, esperamos que este trabalho de investigação ajude a esclarecer uma importante e obscura parte da história do nosso país.


Buzón Xnet

Tecno política e Accão Cidadã na Rede

Este é o “Blog de Notícias de Xnet”. Aqui encontrarão algumas das informações que os cidadãos proporcionaram de forma segura e anônima através do “Buzón de Filtraciones Contra la Corrupción”. Também podem encontrar as nossas reflexões e as de pessoas e grupos pelos quais temos muito respeito.

Nestes tempos de “cargas legales impuestas” para agregadores de conteúdos em linha, través dos quais os meios de comunicação, grande parte deles obsoletos, tentam evitar que otros difundam informação, muitos otros preferem cooperar. Por esta razão oferecemos este espaço de colaboração para o jornalismo de acesso aberto. A entradas deste blog publicam-se de forma simultânea aqui e noutros meios digitais sob a licença de Creative Commons CC 4.0 SA BY. Obrigado de antemão por compartilhar.

Este blog está à disposição de qualquer meio de comunicação que desejar inclui-lo nas suas páginas web, nas mesmas condições nas quais o fazem outros meios de comunicação.

Xnet (ex EXGAE) é um grupo de ativistas que trabalham desde 2008 em distintos âmbitos relacionados com a democracia em linha e a criação de mecanismo de participação cidadã organizada e para constringir os centros de poder e as instituições. Defendemos uma internet livre e neutral; a livre circulação da cultura, o conhecimento e a informação; o jornalismo cívico e o direito ao saber, a informar e a ser informado; a luta legal, técnica e de comunicação contra a corrupção assim como a tecno-política entendida como aquela prática de criação de redes assim como a adopção de medidas para conseguir reivindicar a Justiça e a transformação social.

About the author

Xnet (ex-EXGAE) is a group of activists who have worked since 2008 in different fields relating to online democracy, the fight against corruption and the creation of mechanisms for organised citizen participation and to constrain seats of power and institutions.  We defend a free and neutral Internet; the free circulation of culture, knowledge and information; citizen journalism and the right to know, to report and to be informed; the legal, technical and communications struggle against corruption and technopolitics, understood as the practice of networking and taking action for empowerment, for justice and for social transformation.

 

 


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