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"Nós não vamos tratá-los como a África"

Quatro especialistas falam sobre o impacto social e ambiental da parceria cada vez mais activa entre China e América Latina em 2016. English. Español.

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Direitos Fotografias: Andrea Cummings/ Flickr, Blog do Planalto, Jumanji Solar, Alberto Coutinho/Secom, Agencia de Noticias Andes)

Paulina Garzón, diretora da iniciativa para investimentos sustentáveis China-América Latina na American University

Venezuela, Brasil, Equador e Argentina são quatro dos cinco maiores exportadores de petróleo na América Latina e são os maiores beneficiários dos financiamentos concedidos pela China para o desenvolvimento na região. Estes países, em particular, sofreram os efeitos adversos da queda dos preços do petróleo e estão enfrentando sérias dificuldades para pagar suas dívidas com a China. A Venezuela, por exemplo, em mais de uma ocasião, já esteve perto de declarar moratória de seus compromissos financeiros com a China, tanto que vem crescendo a insatisfação pública em relação à dívida — que tem altos juros, prazo curto, é lastreada em petróleo e está vinculada à contratação de empresas e trabalhadores chineses, sem espaço para participação ou consulta popular. O mesmo ocorre em outros países.