A disputa sobre os limites ecológicos do crescimento (econômico) está de volta com força. De um lado estão aqueles que são profundamente céticos sobre a ideia de "crescimento infinito em um planeta finito". Eles argumentam que, para poder assegurar uma boa vida para todos dentro dos limites planetários, precisamos dar um pontapé no nosso vício ao crescimento do consumo (pelo menos nos países ricos). Estes "céticos do crescimento verde" incluem aqueles que defendem o "decrescimento", a "prosperidade sem crescimento", a "economia de estado estacionário", a "economia donut" e a "economia do bem-estar".
No lado oposto estão os defensores do "crescimento verde", que acreditam que a relação histórica entre o PIB e o impacto ambiental pode não apenas ser enfraquecida, mas efetivamente cortada. Para os defensores do crescimento verde, a chave para manter um planeta habitável é o desacoplamento econômico-ambiental (decoupling), ou seja, reduzir o impacto ambiental associado a cada libra ou dólar do PIB. Ao implantar novas tecnologias e mudando a natureza de nosso consumo, eles argumentam que podemos fazer nossa parte pelo meio ambiente enquanto continuamos a aumentar o PIB, mesmo em países ricos.
Os céticos do crescimento verde não contestam a necessidade de desacoplamento, mas observam que quanto mais rápido crescemos, mais rápido temos que desacoplar. Mesmo uma meta modesta como o crescimento de 2% ao ano implica duplicar a escala de consumo a cada 35 anos. Infelizmente, nunca nos aproximámos das taxas de desacoplamento que seriam necessárias para que os países ricos voltassem a ocupar sua justa parcela de espaço ecológico, mantendo esse tipo de crescimento exponencial.