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Os 1000 dias sem Marielle e Anderson – e de um silêncio ensurdecedor

Estamos saindo de um ciclo de 1000 dias de um silêncio ensurdecedor: sem Marielle e Anderson e de um mergulho agoniante na injustiça.

Os 1000 dias sem Marielle e Anderson – e de um silêncio ensurdecedor
Mural en memoria de Marielle Franco en río de Janeiro, Brasil. | Cris Faga/ SIPA/ PA Images/All Rights reserved
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Hoje, 8 de dezembro, quando ironicamente se comemora o Dia da Justiça no calendário brasileiro, completam-se 1.000 dias do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes. Esse crime brutal, que atingiu uma das mais notáveis vereadoras da história do Brasil, ainda não foi solucionado de forma minimamente satisfatória. A cada data que representa um marco dessas mortes, são apresentadas pistas esparsas, mas o que queremos saber, de fato e sem mais rodeios, é: quem mandou matar Marielle e por quê.

Hoje, estamos saindo de um ciclo de 1.000 dias de um silêncio ensurdecedor: sem Marielle e Anderson e de um mergulho agoniante na injustiça. Não podemos permitir que mais um dia amanheça sem que tenhamos as respostas para esse crime.

Há um mês, foram realizadas as eleições municipais em todo o Brasil. Esse ano, as 51 cadeiras disponíveis na Câmara Municipal do Rio de Janeiro foram disputadas por 1.758 candidatos. Uma dessas posições foi ocupada brilhantemente por Marielle, até que sua trajetória foi cruelmente interrompida. No pleito de 2016, ela foi eleita como uma das vereadoras mais votadas da cidade do Rio de Janeiro, com cerca de 46 mil votos, mas não conseguiu terminar o seu mandato.