
A mina de cobre de Toromocho na região central andina do Peru, 4.500 metros acima do nível do mar. PCM Perú. Todos os direitos reservados.
Uma série de gestos e declarações públicas expuseram as intenções do novo presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski (conhecido como PPK) a respeito das relações comerciais com a China. Em todas as entrevistas que deu, nas últimas semanas, o mandatário, eleito no pleito de cinco de junho passado, deixou claro seu interesse em aprofundar os vínculos com o gigante asiático e a necessidade de que o Peru exporte não só metais, como matéria prima processada para dinamizar a economia interna.
A China é o primeiro investidor no Peru e Kuczynski – que substituirá Ollanta Humala no cargo – deixou esse fato bem claro em sua primeira entrevista à televisão, após serem conhecidos os resultados eleitorais iniciais. “É necessário viajar para a China antes do Fórum Ásia-Pacífico (APEC), porque o país é nosso sócio comercial número um e porque são eles que compram nossos minerais”, disse ele. Com estas declarações, PPK anunciava que sua primeira viagem oficial como presidente eleito seria à China e que faria isso antes de 19 e 2 0 de novembro, datas nas quais se realizarão, em Lima, as reuniões da APEC.