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Trabalho infantil: o bom e o ruim

Programas para proteger as crianças trabalhadoras devem proteger seus interesses e não proibi-las de trabalhar

Trabalho infantil: o bom e o ruim
Crianças carregam troncos de árvores no Pará | Sean Sprague/Alamy Stock Photo
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O trabalho infantil pode significar exploração, muitas horas de trabalho, condições adversas e pouca chance de desenvolvimento. No entanto, grande parte do trabalho realizado por crianças – mesmo alguns classificados como “trabalho infantil” – não é prejudicial e pode contribuir para o seu desenvolvimento.

As crianças imitam instintivamente as atividades das pessoas ao seu redor, incluindo o trabalho remunerado ou não remunerado que é realizado na família e na comunidade. Dessa forma, adquirem competência e confiança, aprendem comportamentos e valores culturais e estabelecem suas posições em suas famílias e comunidades como membros com responsabilidades e direitos.

Para crescer, é preciso ampliar os relacionamentos além do lar. O trabalho geralmente oferece uma gama maior de possibilidades do que a escola. Os jovens frequentemente citam as vantagens sociais como motivo para procurar empregos temporários ou de meio período. No trabalho, eles aprendem como se relacionar com empregadores e clientes e como compartilhar responsabilidades. Até o trabalho de rua pode ser educativo. A experiência de trabalho na infância e adolescência pode contribuir para a renda e o emprego posteriores, especialmente quando se trata de artesanato ou comércio. A aprendizagem no trabalho trazem benefícios que as instituições profissionais frequentemente não oferecem e podem reduzir o desemprego juvenil. Portanto, o emprego infantil não perpetua necessariamente a pobreza ao dificultar a educação.