- Nota: Este artigo foi originalmente publicado em inglês no openDemocracy em julho de 2015. Esta é uma tradução recente para o português.
O trabalho infantil pode significar exploração, muitas horas de trabalho, condições adversas e pouca chance de desenvolvimento. No entanto, grande parte do trabalho realizado por crianças – mesmo alguns classificados como “trabalho infantil” – não é prejudicial e pode contribuir para o seu desenvolvimento.
As crianças imitam instintivamente as atividades das pessoas ao seu redor, incluindo o trabalho remunerado ou não remunerado que é realizado na família e na comunidade. Dessa forma, adquirem competência e confiança, aprendem comportamentos e valores culturais e estabelecem suas posições em suas famílias e comunidades como membros com responsabilidades e direitos.
Para crescer, é preciso ampliar os relacionamentos além do lar. O trabalho geralmente oferece uma gama maior de possibilidades do que a escola. Os jovens frequentemente citam as vantagens sociais como motivo para procurar empregos temporários ou de meio período. No trabalho, eles aprendem como se relacionar com empregadores e clientes e como compartilhar responsabilidades. Até o trabalho de rua pode ser educativo. A experiência de trabalho na infância e adolescência pode contribuir para a renda e o emprego posteriores, especialmente quando se trata de artesanato ou comércio. A aprendizagem no trabalho trazem benefícios que as instituições profissionais frequentemente não oferecem e podem reduzir o desemprego juvenil. Portanto, o emprego infantil não perpetua necessariamente a pobreza ao dificultar a educação.