Os inúmeros lockdowns declarados em muitos países para evitar a disseminação da Covid-19 não se aplicam a milhões de pessoas que não podem trabalhar de trabalhar de casa ou parar de trabalhar temporariamente. Em muitos países, como a Argentina, onde mais de 35% da população vive abaixo da linha da pobreza, isso inclui crianças e adolescentes que trabalham – autodenominados chiques del pueblo. Devido às suas circunstâncias financeiras domésticas, consideram-se obrigados a trabalhar em casa e/ou na economia informal, já que seu trabalho não é reconhecido legalmente pelo governo.
Para entender melhor a situação nos bairros de baixa renda de Buenos Aires, a organização Child Rights International Network conversou com Santiago Morales, um sociólogo e professor local. Também é membro do La Miguelito Pepe, um coletivo de trabalhadores comunitários que, em parceria com o movimento local liderado por jovens Asamblea REVELDE, defende os direitos sociais e políticos e a dignidade das crianças trabalhadoras.
O openDemocracy reproduziu a conversa abaixo traduzida ao português.