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O impacto da Covid-19 sobre as crianças trabalhadoras de Buenos Aires

A pandemia mostrou que a proibição total do trabalho infantil não existe para proteger as crianças, mas sim o grande capital.

Menino de máscara segura um saco de alimento
Cidadãos recebem alimentos durante a quarentena em Buenos Aires, na Argentina - Federico Rotter/NurPhoto/PA Images
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Os inúmeros lockdowns declarados em muitos países para evitar a disseminação da Covid-19 não se aplicam a milhões de pessoas que não podem trabalhar de trabalhar de casa ou parar de trabalhar temporariamente. Em muitos países, como a Argentina, onde mais de 35% da população vive abaixo da linha da pobreza, isso inclui crianças e adolescentes que trabalham – autodenominados chiques del pueblo. Devido às suas circunstâncias financeiras domésticas, consideram-se obrigados a trabalhar em casa e/ou na economia informal, já que seu trabalho não é reconhecido legalmente pelo governo.

Para entender melhor a situação nos bairros de baixa renda de Buenos Aires, a organização Child Rights International Network conversou com Santiago Morales, um sociólogo e professor local. Também é membro do La Miguelito Pepe, um coletivo de trabalhadores comunitários que, em parceria com o movimento local liderado por jovens Asamblea REVELDE, defende os direitos sociais e políticos e a dignidade das crianças trabalhadoras.

O openDemocracy reproduziu a conversa abaixo traduzida ao português.