
Emergência climática: estamos diante do ponto de não retorno?
Quais são os desafios que enfrentamos para alcançar os objetivos propostos nos Acordos de Paris? Quais mobilizações de cidadãos estão exigindo que os governos ajam com urgência? Quão fortemente o movimento global de cidadãos, que culmina na mobilização global do clima de 20 a 27 de setembro, envia uma mensagem aos governos céticos sobre a emergência climática? "Estamos muito perto de um ponto de não retorno e precisamos mudar agora!"
O ativismo cidadão enfrenta a crise climática
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Published in:democraciaAbierta👍Emergência climática: por que a mobilização global é urgenteA atual crise climática é praticamente irreversível e global. E global e irreversível deve ser a resposta. Español English
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Published in:democraciaAbierta👍Conhecimento indígena ameaçado pela mudança climáticaOs 102 povos indígenas da Colômbia sofrem em maior ou menor grau os efeitos das mudanças climáticas, do desmatamento...

O último relatório da Convenção sobre Diversidade Biológica indica que 70% da biodiversidade atual que se perde é devido a causas relacionadas à atividade humana vinculada à agricultura e não a processos de extinção natural. Para frear essa perda de biodiversidade, precisamos mudar os hábitos alimentares em todo o mundo e consolidar uma produção agrícola mais sustentável, focada no reflorestamento e proteção de áreas de risco.

Devido às mudanças climáticas e ao aumento das temperaturas globais, perdemos biodiversidade marinha. Corais são um exemplo disso. Quando a temperatura do oceano aumenta, os corais expelem as algas que lhes dão sua cor, resultando no desbotamento do coral até que pareça que ele foi branqueado. Se a temperatura permanecer alta, como está acontecendo agora, o coral não permite que as algas retornem e o coral morre.

O problema da poluição do ar afeta as grandes cidades da América Latina. A liberação e circulação de monóxido de carbono em nossas cidades têm um custo humano muito alto. Em Bogotá, muitas áreas registram na faixa 201-300 do Índice Internacional de Qualidade do Ar, classificado como "extremamente ruim" e uma séria ameaça à saúde de toda a população. Em São Paulo, o cenário é semelhante, onde muitas áreas estão entre 151-200, classificado como "muito ruins", enquanto Lima é principalmente "extremamente ruim", mas há uma área registrada como 'perigosa', o que implica uma recomendação para suspender todas as atividades físicas até que a qualidade do ar melhore.