Em meados de 1903, era publicado na Rússia um documento que iria inspirar a grande maioria das teorias conspiratórias modernas. Os Protocolos dos Sábios de Sião, que se propõe a ser um documento autêntico (embora não seja), descreve um plano detalhado de como judeus e maçons buscam dominar o mundo através de ações estrategicamente pensadas na economia, religião, cultura, valores morais, mídia, ciência, movimentos sociais, entre outros meios. A publicação do texto na Rússia também marca o início dos pogroms anti-judaicos, momento em que milhares de judeus foram mortos ou fugiram do país.
O texto foi traduzido em diversas línguas e divulgado internacionalmente. Antes da ascensão de Hitler na Alemanha, os nazistas já distribuíam cópias dos Protocolos, além de o usarem como fonte para o desenvolvimento de sua teoria política. Na Alemanha Nazista, o documento era ensinado nas escolas, citado em discursos políticos, utilizado na propaganda e, finalmente, usado como justificativa para o extermínio da população judaica.
No Brasil, o texto foi publicado pela primeira vez por Gustavo Barroso, escritor abertamente antissemita e membro da Ação Integralista Brasileira, grupo de extrema-direita e de orientação fascista. Nos Estados Unidos, Henry Ford financiou a impressão de 50.0000 cópias, que foram distribuídas na década de 1920. Inspirador de milhares de ataques antissemitas em todo o mundo, os Protocolos ainda hoje são amplamente divulgado em teorias conspiratórias, estando disponível de forma camuflada na internet, apesar de ser facilmente encontrado.