Desde que a China passou a importar mais alimentos do que exporta, em 2003, a abertura da balança comercial cresceu. Em 2019, o país asiático se tornou o maior importador mundial de produtos agrícolas. Hoje, a qualidade, disponibilidade e acessibilidade dos produtos agrícolas definem, cada vez mais, a situação da segurança alimentar chinesa.
Nesse sentido, Beijing pode exercer um papel de liderança para tornar o comércio agrícola mais sustentável, fazendo jus ao discurso de "civilização ecológica" que tanto defende e garantindo o cumprimento da Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Uso da Terra, lançada na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP26) em novembro de 2021.
Também crescem as pressões para a maior responsabilidade ambiental por parte de consumidores e compradores na cadeia global de alimentos. Isso se deve, em grande parte, à ineficácia de países produtores em mitigar os impactos ambientais de commodities agrícolas. Não é por menos que há inclusive cobranças para se boicotar alguns produtos.