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Nada mudou e a Amazônia volta a arder

Há indícios de que as queimadas deste ano serão piores do que a de 2019, que escandalizaram o mundo. Como investidores internacionais estão lidando com a questão?

Mesmo com um decreto proibindo queimadas em todo o território brasileiro, incêndios e nuvens de fumaça são vistos próximo à c
Mesmo com um decreto proibindo queimadas em todo o território brasileiro, incêndios e nuvens de fumaça são vistos próximo à cidade de Novo Progresso, no sul do Pará, Brasil, em 15 de agosto de 2020
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Atemporada de queimadas da Amazônia deste ano já começou quebrando recordes. Apenas em julho, houve 27% mais queimadas na parte brasileira da maior floresta tropical do mundo em comparação com ano passado, quando imagens de árvores em chamas comoveram o mundo. E os números só aumentam.

As queimadas se tornaram uma marca indesejada do governo de extrema-direita do presidente Jair Bolsonaro, que assumiu o cargo em 2019. Embora o Brasil tenha investido milhões no combate a queimadas na Amazônia desde o ano passado, a raiz do problema permanece intocada.

As queimadas normalmente acompanham o desmatamento na Amazônia, um problema que o governo de Bolsonaro tem evitado combater. Bolsonaro se recusou a fortalecer as agências de proteção ambiental do país enquanto partes cada vez maiores da floresta se tornavam pastagens e pontos de mineração ilegal.