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Se a Covid-19 não freou o desmatamento no Brasil, o que poderia?

Enquanto o mundo vê uma queda recorde nas emissões, as taxas aumentam no Brasil.

Se a Covid-19 não freou o desmatamento no Brasil, o que poderia?
Fiscais do Ibama flagram desmatamento ilegal em 2018. A agência está enfrentando mais escassez de pessoal como resultado da Covid-19 | Vinícius Mendonça/Ibama via Diálogo Chino
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Em todo o mundo, muitos encontraram ao menos uma notícia positiva em meio às duras quarentenas impostas para controlar a pandemia de Covid-19: uma queda recorde nas emissões globais. Os brasileiros não estavam entre eles.

O menor fluxo de trânsito nas ruas e a redução das atividades industriais foram responsáveis pela queda das emissões na maioria dos países, mas, no Brasil, o efeito foi relativamente pequeno, uma vez que quase metade de todo o dióxido de carbono (CO2) emitido todos os anos pelo país na atmosfera vem da destruição das florestas. E a pandemia só piorou este cenário.

Dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, sugerem que, entre março e maio deste ano, enquanto o vírus se espalhava pelo Brasil, foram destruídos mais de 1.500 quilômetros quadrados de floresta – um aumento de 26% em comparação com o ano passado.