Na última terça-feira (15), o Congresso do Chile aprovou um projeto de lei que garante a participação dos grupos indígenas na Assembleia Constitucional. De 155 assentos na Assembleia – que, em abril, iniciará o processo de reescrever a constituição para ratificação por referendo – 17 serão reservados para povos indígenas.
As revoltas sociais nacionais de outubro de 2019 transformaram o cenário político no Chile, oferecendo raios de esperança para aqueles que há muito vêm lutando pela tão necessária mudança constitucional. Os protestos denunciaram a crescente desigualdade, a degradação ambiental, a violência de gênero e a impunidade das elites. Estes movimentos populares exerceram pressão sobre o governo e, em 15 de novembro de 2019, representantes de dez partidos do governo e da oposição assinaram o "Acordo pela Paz Social e a Nova Constituição".
A atual constituição do Chile foi escrita em 1980 durante a ditadura militar de Augusto Pinochet.